Encontro
em Braga com líderes políticos do distrito evidenciou diferenças entre as
vantagens e o mérito do projeto da coligação PSD/CDS-PP e os riscos do
ilusionismo e promessas aceleradas vindas de um PS em desespero.
O professor Marcelo Rebelo de Sousa
manifestou-se, hoje, em Braga preocupado com as mais recentes posições do líder
socialista, António Costa. Apontou-as mesmo como lesivas e contra o interesse
nacional. Para além do radicalismo partidário, o comentador denuncia os sinais
de desespero e medo de derrota vindos do lado do PS.
Num almoço com dirigentes políticos do
distrito e os candidatos a deputados da coligação Portugal à Frente, Marcelo
Rebelo de Sousa disse mesmo não conseguir compreender que o líder do PS, em
caso de derrota eleitoral, diga já que não aceitará votar a favor do próximo
orçamento nem negociar acordos em áreas fundamentais para o país.
"É um sintoma de que os socialistas
começam a ter medo de que a Coligação Portugal à Frente vença as Eleições
Legislativas no dia 4 de outubro", prenunciou Marcelo.
O professor e comentador também não
compreende a recusa socialista em reunir e negociar eventuais acordos em áreas
fundamentais para o país, como a Educação, a Justiça, a Segurança Social ou a
Administração Pública.
“Não é
possível em nenhuma democracia europeia não haver consensos na área social e
noutras fundamentais! E a pergunta que se põe é esta: 'querem que haja
consensos de regime ou não? Querem que o país seja governavável ou não?'",
questionou Marcelo, numa sala com presidentes de Câmara e os candidatos a
deputados da coligação Portugal à Frente pelo distrito, a par do eurodeputado
José Manuel Fernandes.
Para o comentador político, “os consensos de
regime são a médio e longo mas o próximo Governo é já para 5 de outubro”. E
voltou a interpelar os eleitores: “Os portugueses querem que haja um governo
que possa governar, ou querem que o país regresse a governos de oito ou nove
meses ou de um ano ou ano e meio?"
Em sua opinião, há duas vias: de um lado a
proposta da Coligação que vai no sentido da governabilidade, do outro lado, as
declarações do líder do PS no sentido de que se os portugueses derem a vitória
à Coligação, ele recusa-se a criar condições para que ela possa governar ao não
viabilizar o Orçamento de Estado de 2016”
“Tenho muita dificuldade em perceber isto,
não só porque fiz o contrário por três vezes quando era líder da oposição, mas,
sobretudo, porque me faz lembrar um bocadinho aqueles miúdos que só aceitavam
jogar um jogo de futebol se tivessem à partida a garantia de que eram os
vencedores”, apontou Marcelo.
Justificando a necessidade de um consenso
alargado em questões de «regime», Marcelo defendeu que “não é possível estar a
mudar de governo em governo as políticas de edução, da saúde, ou da segurança
social e tratar o problema da sua sustentabilidade com ziguezagues”.
E deixa um voto de confiança no bom senso dos
portugueses: "A proposta de ação da Coligação Portugal à Frente tem metas
conhecidas dos portugueses e da União Europeia e segue o caminho ao centro... Do
outro lado, temos uma mistura de promessas e de promessas aceleradas. O PS
hesita permanentemente entre o centro e a esquerda, pelo que pede duplo cheque
em branco".
Ricardo Rio: " Portugal tem
de continuar à frente”
Ao presidente da Câmara de Braga e mandatário
concelhio da coligação Portugal à Frente, Ricardo Rio, coube abrir as
intervenções do encontro com Marcelo Rebelo de Sousa.
O autarca deixou o aviso: “os socialistas são
apenas uma contínua venda de ilusões e de promessas que não são sustentáveis
nem credíveis”. E garantiu que, ao invés, "a Coligação apresenta um
projeto com visão de futuro, sério, responsável e que traz maior energia,
porque Portugal tem de continuar à frente”.
Para isso, deixou um desafio claro: "Não
é o momento de apoiantes de bancada. É preciso ir para o terreno e dar o
contributo a favor desta coligação PSD/CDS-PP e do único projeto que pode
garantir o desenvolvimento sustentado do país. É o momento de darmos a cara por
um projeto de grande importância nacional e também distrital e local. Tenho
grande orgulho nesta lista da coligação pelo distrito de Braga, com gente de
provas dadas, grande competência e qualidade, com trabalho a favor do distrito
e das nossas terras e das nossas populações. É o caso, por exemplo, de Jorge
Moreira da Silva, Hugo Soares, Telmo Correia, Emídio Guerreiro, , Calra Marques
Mendes, Nuno Reis, Nuno Melo e muitos outros".
Ricardo Rio aproveitou para entregar a Marcelo
de Rebelo de Sousa um presente: um cavaquinho produzido por Domingos Machado,
celebre artesão de Braga.
António Murta: todos mobilizados
por "um país sério"
Por seu turno, o mandatário da Coligação no
distrito, António Murta, disse que não quer que se repitam situações como as
que viveu em 2012 no estrangeiro, quando as propostas que apresentava eram
rejeitadas por virem de Portugal”. E
contou "uma situação de humilhação" que viveu há quatro anos, em
Londres, e que nunca mais esquecerá.
"Na negociação de um investimento para
Portugal numa instituição financeira britânica, a reunião terminou ao fim de 10
minutos, após pela primeira vez ter referido o nome de Portugal. Aguentei-me
até à porta, mas aí não resisti. Emocionado, disse à senhora que representava a
instituição bancária que tinha todo o direito e até eventual razão em dizer
não, mas nunca humilhar", revelou.
Por isso, António Murta deixou um desafio:
"que nestas semanas até 4 de outubro façamos uma onda forte a favor da
coligação Portugal à Frente, para possamos a ter um país sério e que merece o
respeito de todos, nomeadamente os nossos parceiros internacionais".
Estabilidade e verdade
Na sessão em Braga, o cabeça de lista por
Jorge Moreira da Silva evocou a “importância da estabilidade”, dizendo que
“votar nesta coligação é ter maioria estável, porque governar é reformar”.
“Votar PS seria votar PCP ou BE, ideia que
nas duas últimas duas semanas têm sido reforçadas pelas ideias defendidas pelo
líder do PS”, disse Moreira da Silva, classificando como extraordinário que o
PS diga que, se perder as eleições, não viabilizará o próximo Governo”.
O centrista Telmo Correia sublinhou que,
afinal, “quem parece fixado no passado é, curiosamente, o PS, que usa como
único argumento político o de apontar as dificuldades que o país passou,
passando a usar um novo argumento de verdadeiro surrealismo político: o PS
passou a questionar quem chamou a Troika, como se essa não fosse uma
prerrogativa exclusiva do então governo de Sócrates".
Mas Telmo Correia acrescentou também que
"mais importante do que saber quem chamou, é saber porque se chamou".
E nisso também ninguém tem dúvidas: "foi o descalabro das contas do
estado, provocado por interesses eleitoralistas e incompetência do PS, ao ponto
de pôr em causa o pagamento dos salários aos funcionários públicos e as pensões
aos reformados".
“No distrito de Braga não há comparação entre a lista da coligação e as outras adversárias. Temos gente de qualidade,...
Posted by Portugal À Frente - Distrito de Braga on Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015





