Principais prioridades do programa
eleitoral da coligação Portugal à Frente apresentadas em Esposende, em salão
com mais de 400 pessoas
Num ambiente de grande entusiasmo e com
casa cheia, os líderes da Coligação Portugal à Frente do distrito de Braga
apresentaram na noite desta segunda-feira, em Esposende, as prioridades do
programa eleitoral.
O cabeça-de-lista Jorge Moreira da
Silva reconheceu a necessidade de salvaguardar “a responsabilidade orçamental,
o crescimento, a competitividade, o emprego e o investimento", mas fez
questão de sublinhar uma aposta clara, objetiva e sustentada na família e na
natalidade.
“A família é o primeiro elemento de
coesão social e de apoio aos que mais precisam”, afirmou Jorge Moreira da
Silva, apontando como medidas concretas assumidas pela coligação PSD/CDS-PP a
reposição do 4º e do 5º escalão do abono de família, assim como de benefícios
inéditos em Portugal.
Ao lado de Telmo Correia - líder dos
candidatos do CDS no distrito - e de Benjamim Pereira - o presidente da Câmara
e mandatário concelhio da Coligação -, Jorge Moreira da Silva sublinhou a
importância da família como "um elemento decisivo para superar a dupla
armadilha demográfica em que nos encontramos, por um lado com uma baixa taxa de
natalidade e por outro com uma esperança de vida maior”.
Entre as medidas de apoio à família,
Jorge Moreira da Silva destacou “o alargamento do quociente familiar de 0,3%
para 0,5% até 2013 e o que permitirá aumentar o limite de benefício de 2.000
euros para 2.500 euros”.
Destacou também o compromisso de
“alargar aos avós que cuidam dos seus netos alguns dos benefícios que hoje são
atribuídos aos pais e às mães no início da natalidade, seja para efeitos de
faltas, seja para benefícios fiscais e contagem de tempo”.
A coligação Portugal à Frente vai
também lutar pela "certificação das empresas que assumem a
responsabilidade do apoio às famílias”, a par da criação de "uma tarifa
social de eletricidade de 20% para 34% de desconto, isto é, de 60 mil para 500
mil consumidores, criando desse modo uma discriminação positiva”.
Falando sobre o fenómeno da taxa de
abandono escolar, Jorge Moreira da Silva referiu desde logo que “era de 23%,
uma das mais elevadas da União Europeia, mas agora já estamos nos 17% e o nosso
objetivo é a convergência com a média europeia, a de 11%”.
Jorge Moreira da Silva defendeu “uma
taxa de 50% de estudantes universitários e de 40% de diplomados até ao final da
próxima legislatura”, ao mesmo tempo que “iremos implementar no pré-escolar, de
modo a estimular a natalidade e uma melhor qualidade de vida das nossas
populações”.
“O reforço do Estado Social, como o
combate às desigualdades, a sustentabilidade da Segurança Social e também do
Sistema Nacional de Saúde” foram ainda defendidos por Jorge Moreira da Silva,
recordando que “o desemprego baixou de 18% para 12% e o crescimento será este
ano de 1,5%, para além da redução do défice, de 11% para 2,7%”.
Telmo Correia: Perante
as dificuldades geradas pelos socialistas, «os portugueses 'deram corda aos
sapatos'»
Líder dos candidatos do CDS a deputados
por Portugal À Frente, Telmo Correia destacou que “nós estamos melhor do que há
quatro anos atrás”, evocando a célebre frase de Ronald Reagan, quando o antigo
presidente norte-americano avaliava então o seu desempenho: “Os portugueses,
perante as dificuldades, alicerçados obviamente no apoio e na coragem política
encontrada, fizeram aquilo - perdoem-me a expressão - que é 'deram corda aos
sapatos', foram à procura de novos mercados e conseguiram assim relançar a
economia portuguesa que estava em recessão e recuperar empregos e uma fundada
esperança nas capacidades de Portugal”.
“Há quatro anos atrás, Portugal estava
à beira da bancarrota e com um défice de 11%. Hoje, já nos financiamos a taxas
de juro negativas e nós vamos cumprir este ano um défice inferior a 3%”,
apontou Telmo Correia.
Para clarificar as diferenças entre o
atual e o anterior Governo, Telmo Correia afirmou que “as dificuldades porque
ainda passamos são a consequência da anterior governação, que provocou a
bancarrota, que por sua vez gerou o memorando, que trouxe a troika e cuja
consequência foi a austeridade”.
“Nós viramo-nos de uma economia de
consumo público e interno para uma economia virada para o exterior e a
exportação, assistindo a mudanças claras de desenvolvimento económico”,
salientou Telmo Correia.
O deputado centrista lamentou que
António Costa tenha sugerido “colocar os refugiados a limpar as nossas
florestas”, denunciando as causas verdadeiras da postua socialista e do seu
líder: “não é por acaso, mas porque representa a arrogância do Partido
Socialista sobre a vida dos outros, de que o Estado pode mandar em toda a
gente”.
Benjamim Pereira: “Em
todos os governos liderados pelo PS, houve enormes e graves irresponsabilidades
que se abateram sempre sobre o povo português”
Como mandatário concelhio da coligação
Portugal À Frente, o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira,
destacou os grandes feitos do governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos
Coelho e Paulo Portas. Em contraponto, denunciou “os verdadeiros fracassos da
política socialista” e "as promessas que nunca passam da retórica".
“Em todos os governos liderados pelo
Partido Socialista, houve enormes e graves irresponsabilidades, que se abateram
sempre sobre e contra o povo português”, afirmou o autarca. Para agravar a
situação, foram evidente as promessas falhadas do PS, como "os tais 150
mil empregos, o choque tecnológico e o 'Magalhães', bem como os projetos
megalómanos do TGV, o novo aeroporto e as PPP rodoviárias, quando o país já
estava com a economia completamente destruída ”.
Benjamim Pereira evidenciou que
“António Costa nunca levou um mandato até ao fim, como na Câmara Municipal de
Lisboa, em que não honrou os compromissos com os seus eleitores, querendo agora
ser primeiro-ministro sem qualquer projeto sólido e sustentável para o país.
Apenas promessas soltas, ao sabor do vento e de mais quaisquer votos, seja a
que preço for".
"António José Seguro, a quem
António Costa apeou, tinha pelo menos um projeto para o futuro, enquanto
António Costa representa claramente um projeto de continuidade das anteriores
governações socialistas, bastando ver quem é que agora o rodeia”, criticou o
autarca esposendense.
Mais de 400 pessoas na apresentação do programa eleitoral da coligação Portugal à FrenteCom Jorge Moreira da Silva,...
Posted by Portugal À Frente - Distrito de Braga on Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015




