18 setembro, 2015

Uma lição do Prof. Marcelo sobre a história da democracia portuguesa: para saber qual o melhor projeto para o futuro de Portugal e ter bom senso na decisão

Se dúvidas houvesse sobre o mérito e o sucesso do trabalho do atual governo, ou sobre qual a melhor opção para Portugal nestas eleições legislativas, Marcelo Rebelo de Sousa dissipou-as perante uma plateia de jovens no IPCA, em Barcelos.



Marcelo Rebelo de Sousa deu hoje uma verdadeira lição de história da democracia portuguesa, numa sessão com jovens em Barcelos. Conhecer e perceber a história, ajuda a compreender e analisar o presente e projetar melhor o futuro.  Por isso, Marcelo reavivou as memórias de um caminho nacional que nos levou à terceira intervenção internacional, em 2011. "Desta vez, foi mais profunda", esclareceu o professor e comentador.

Sentindo-se como 'peixe na água' - como se estivesse numa aula, agora tendo como cenário o Instituto Politécnico do Cávado e Ave -, Marcelo não se coibiu de olhar para a atualidade política.
A par das incompreensíveis posições radicais do líder do PS António Costa em recusar negociar questões de interesse nacional no caso de perder as eleições, Marcelo confessou-se ainda mais perplexo com o anúncio "destemperado" e a "destempo" da decisão de Costa em votar contra o orçamento de 2016, se ele for da autoria da coligação PSD/CDS-PP.
"Inacreditável!". O comentário de Marcelo Rebelo de Sousa foi corroborado por uma assistência extremamente atenta durante as quase três horas de 'aula'.
São precisos consensos de regime e compromissos, sobretudo em áreas tão fundamentais para a vida das pessoas e para Portugal, seja no orçamento, seja nas áreas da Segurança Social, Educação, Justiça ou Administração Pública. É uma questão de interesse nacional.
"Já viram o que seria um país governado por duodécimos, em conflito e tensão política permanente? Com instabilidade total e o descalabro da confiança internacional e dos juros de financiamento para cumprirmos as nossas obrigações, incluindo o pagamento de salários aos funcionários?" - perguntava incrédulo o professor.
E - aproveitando a presença na sala do eurodeputado José Manuel Fernandes, responsável do Parlamento Europeu nas negociações em curso para o orçamento da União Europeia para 2016 - reforçou o alerta quanto ao impacto de tamanho bloqueio orçamental apontando para o caso da União Europeia, que obriga a grandes consensos entre 28 estados-membros e 751 deputados de famílias políticas tão dispersas.
Como contraponto, Marcelo prefere claramente a defesa do interesse nacional.
Orgulhoso por estar ao lado de dois grandes amigos - Jorge Moreira da Silva, ex-presidente da JSD quando Marcelo era presidente do partido, e Telmo Correia, seu ex-aluno da universidade -, Rebelo de Sousa apontou o exemplo das intervenções que o antecederam por parte dos candidatos da coligação Portugal à Frente.
"Não vieram aqui com discursos políticos e partidários. Preferiram uma intervenção centrada no interesse nacional. Essa é a obrigação e a missão de um político, porque é para isso que se destina a política. A boa política", ressalvou o professor.
Referia-se às intervenções de Jorge Moreira da Silva e Telmo Correia, que sublinharam a importância da decisão e do voto de 4 de outubro. "Não importa a opção política, mas votem, porque o que está em causa é o futuro e a vida de todos nós e do país. Depois do 25 de abril, não há eleição mais importante do que esta" - a ideia foi defendida pelos líderes do PSD e do CDS na candidatura da coligação Portugal à Frente no distrito de Braga.
Sobre esta importância, Marcelo Rebelo de Sousa explicou.
Portugal acaba de sair da terceira assistência financeira externa - sendo que foi a mais profunda de todas. Agora, como nunca, estamos sob pressão internacional e dos mercados. São novos tempos: o da globalização e o da competitividade à escala global. Já ninguém vive sozinho ou de fronteiras fechadas.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, não há dúvidas: Portugal está a crescer e recuperou a credibilidade e o respeito internacional.
Uma questão fundamental de sobrevivência e para garantir o crescimento económico, que leva ao emprego.
Mas um erro deitará tudo a perder novamente. E quanto aos malefícios e as consequências ainda mais devastadoras de tal descalabro nacional, a Grécia tirou todas as dúvidas que ainda pudessem persistir.
Esse erro é falhar na consolidação orçamental - como já havia antes alertado Moreira da Silva - e destruir todo o caminho seguro de crescimento e recuperação que vinha sendo seguido pelo atual governo.
Por isso, Marcelo não tem dúvidas. Os portugueses vão ter de escolher o caminho a seguir a 4 de outubro. "Têm a faca e o queijo na mão".
E a opção é simples: "entre o bom senso e um duplo cheque em branco".
Segundo Marcelo, "a proposta de ação da Coligação Portugal à Frente tem metas conhecidas dos portugueses e da União Europeia e segue o caminho ao centro. Do outro lado, temos uma mistura de promessas e de promessas aceleradas, de um PS que hesita permanentemente entre o centro e a esquerda, pelo que pede duplo cheque em branco".
Quanto ao resultado, Marcelo desvenda: "Eu gosto de ser positivo. Os portugueses são pessoas de bom senso”.
Numa conferência em que o candidato barcelense a deputado, Joel Sá, deu as boas vindas na terra de Sá Carneiro, Marcelo Rebelo de Sousa teve ainda direito a um presente especial: o busto do fundador do partido e um galo "cor de laranja" oferecido pelo artesão e empresário António Vale. Um legado de Barcelos.


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Posted by Portugal À Frente - Distrito de Braga on Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015